O Dia dos Pais Já Passou?

     

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© DIFERENTE DO TEMPO
Thúlio Jardim

O Dia dos Pais não se prende a uma data só… Ou melhor (me corrijo), o dia sim, mas o laço que se tem com um filho (ao que vejo) não se corta após feito, pelo menos não rápido… tampouco se desfaz fácil ou ligeiro o seu nó. O amor que nós devemos ao nosso pai, o respeito, por isso também não pode ser breve! Eu não sou sucinto ao falar o que eu sinto, por exemplo… Eu sou é fortemente conciso, no sentido de CLARO, ao expor que dele preciso. E do seu lado longe não fico por um momento sequer (se possível)…

O amor que eu tenho não se passa de ontem pra hoje, e o de vocês… meus (minhas) senhores (as)?! A dosimetria dele é muito grande para isso, pouxa! É aplicada com a maior ternura que possuo e é fato que, por conseguinte, o meu apego farto não é volúvel como a chama de uma vela fraca que se apaga… quase sem demora. É uma afeição que me tira as dores e é distinta do sentimento de uma mulher-de-má-vida que não ultrapassa o raiar do dia ou se alonga.

O carinho na exordial descrito, este apego hodierno e eterno exagerado que eu demonstro por ele, se por acaso muda é, de certo, pra melhor! Como o nosso corpo que varia de criança até quando chega perto à fase adulta. Eu o cresço – meu paizão – com encômios e se não o avisto corro o perigo de chorar o mais alto e posso até parar em algum asfalto hospitalar ou de manicômio…

Quero dizer com isso que sou louco por ele! Gritar a paixão latrante que tenho para com ele. Que é algo ecóico e ressalto não some por mais distante que estejamos um do outro. É idolatria que assim muito aumenta, a cada instante, e se soma ainda a que ele tem por mim ¬ nada econômica! É a coisa que há entre nós e (que) não dá para aluir.

Sendo ocorrência que ocorre recorrentemente! Enfim digo e bendigo este bendito! Esta deveras emoção que é presente em mim, no meus pensamentos e espírito… Que é amnícola do sangue que corre no meu coração e nas veias do meu cérebro. A paixão anímica e acerada no peito de um aferrado de amor completo [EU!]… Ela não é prófuga como o éter comum que evapora ao tocar a pele da gente. E jamais é fugaz feito o fogo produzido em qualquer palheta ¬ por ser brasa que nem com o vento do inverno se arrefecesse…

Simplesmente é entusiasmo inerente a este moleque e permanece diferente do tempo da ampulheta… que está sempre caindo… tão fugitivo…

Recife, 10 de agosto de 2009.

Resumindo: – "O Dia dos Pais não passa."

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